Bom, para podermos saber como é que estes montes já estiveram um dia debaixo de água, temos de olhar para as rochas e saber um bocadinho da história da Terra.
No site do geoparque, é possível ter acesso a uma carta geológica simplificada, que nos mostra os tipos de rochas e a sua idade.
A seta a branco indica o local onde nos encontrávamos. Com alguma atenção à legenda, verificamos que as rochas do local datam do Paleozóico. Mas para termos uma ideia das idades e do tempo de que estamos a falar, é importante ter bem presente a tabela cronoestratigráfica:
Apesar de estar muito difundida a ideia de que quando a Terra se formou existia apenas um supercontinente, a Pangea, que se separou até dar origem ao que hoje existe, tal não é verdade. Antes da Pangea existiram outras massas continentais, que durante o Paleozóico se uniram para formar a famosa Pangea. Vejamos então a evolução dos continentes:
A evolução dos continentes. A estrela indica o local aproximado onde provavelmente se encontraria a Península Ibérica. Ou seja, encontrávamo-nos numa zona de confronto de placas.
Sendo um limite convergente, o que provavelmente teria acontecido seria qualquer coisa deste género:
Com a aproximação dos continentes, o oceano fechou-se e os sedimentos marinhos foram transportados para o que hoje são montes. Isso explicaria as marcas de ondulação nas rochas e as cruzianas, feitas por animais marinhos, as trilobites. As rochas, devido a forças compressivas, foram deformadas e fracturadas, originando as dobras que vimos ainda hoje na paisagem.





